Em julho foi concluída a primeira cozinha comunitária do Programa Sul da Bahia. A iniciativa busca investir na produção de doces, geléias e compotas como forma de geração de renda para as famílias participantes do Projeto Agroindústria Rural Familiar.
A CARE sinaliza mudança da realidade atual, através do fornecimento de capacitação, equipamentos e insumos para que novas habilidades sejam aprendidas e o empreendedorismo seja incentivado.
A primeira comunidade a ser beneficiada foi o Assentamento Dom Hélder Câmara, localizado no Distrito de Banco do Pedro, em Ilhéus. O assentamento é composto por 25 famílias que têm como principal fonte de renda o cacau. A região abriga, no entanto, frutas como jenipapo, jaca, pinha, manga e cajá que poderão ser utilizadas na produção de doces.
A cozinha tem a capacidade para a produção de 50 kg de doces por dia. "A expectativa é conciliar desenvolvimento sustentável à consciência ecológica. Bem como gerar renda no período de fim de safra do cacau e ainda envolver todos os moradores desde a colheita das frutas até a embalagem dos doces e geléias" , afirma Bernadete Souza Ferreira dos Santos, coordenadora geral do assentamento. Além desse assentamento, o projeto será implantado em mais três localidades rurais que possuem características parecidas.
O projeto é algo inovador na região porque trabalha diretamente com frutas locais. Segundo dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, a "fruta seca", produto obtido pela perda parcial de água da fruta madura inteira ou em pedaços, tem grande importância no mercado consumidor em nível nacional, devido ao seu preço acessível a todas as classes sociais, e por ser um produto natural e de bom paladar. A comercialização dos produtos deverá envolver o comércio local como supermercados, lanchonetes, bares e restaurantes, além de empresas distribuidoras de produtos alimentícios.
Por Lucineide Magalhães de Matos, da Care Brasil (www.care.org.br).